



Split, 2024
Impressão em tecido Oxford, frente e verso
Lado A: 240 fotografias de tatuagens com logotipos de marcas de luxo
Lado B: 240 fotografias de tatuagens com símbolos de resistência
232 × 150 cm
Em Split, as cortinas do espaço expositivo foram substituídas por uma obra têxtil impressa em ambos os lados. O título faz referência aos discos "split", nos quais diferentes bandas compartilham cada lado do mesmo vinil.
No Lado A, uma coleção de fotografias de tatuagens com logotipos corporativos como Dolce & Gabbana, Versace, Louis Vuitton, Ferrari e Rolls Royce. No Lado B, o mesmo arranjo em grid aparece, mas desta vez com tatuagens de símbolos ligados a organizações políticas e movimentos autogestionários, como: anarquismo, squat/okupa, feminismo, movimentos negros, veganismo, straight edge, entre outros.
A tatuagem surge como um manifesto corporal, uma inscrição permanente e pública de identidade e posição. Ao colocar esses dois conjuntos em diálogo, a obra destaca a proximidade entre a devoção à marca e à causa, expondo a simetria entre práticas que parecem opostas: uma enraizada no consumismo e no fetiche da mercadoria, a outra guiada pela utopia e pela contestação social.